A produção, beneficiamento e comercialização de alimentos produzidos pelos camponeses é um tema de importância estratégica dos povos. Quem e como produz, comercializa e distribui os alimentos e qual é a orientação estratégica da produção são elementos centrais da soberania alimentar. Neste artigo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) compartilhou com o RAÍZES a experiência sobre como eles organizaram as frentes de comercialização da produção da Reforma Agrária Popular.
Em matéria publicada pela Agência Brasil, dados mostram resultados das novas políticas públicas do governo federal para o combate do desmatamento da Mata Atlântica. Em relação ao mesmo período de 2022, o desmatamento caiu 42% em, entre os meses de Janeiro e Maio deste ano de 2023. Alguns estados que tiveram areas maiores de desmatamento, apresentaram uma queda ainda maior neste ano, como em Santa Catarina (46%) e Paraná (54%). Os alertas de desmatamento (como avisos de incêndio, atividades ilegais, etc) também caíram, mesmo que em nível muito menor, 14%. Para a tendência continuar significativa, porém, é preciso que os números continuem reduzindo até o fim do ano.
Neste artigo, a autora detalha a experiência brasileira e aponta que a relação entre habitat e violência se dá pela segregação territorial. Regiões inteiras são ocupadas ilegalmente, o que coexiste com a ilegalidade na resolução de conflitos: não há lei, não há julgamentos formais, não há Estado. Esta ilegalidade não é o resultado de uma atitude de confronto face à legislação, mas sim o resultado de uma falta de opções. Resolver esta questão constitui um passo importante para mitigar a desigualdade social brasileira nos espaços urbanos.
O mês de novembro é conhecido como "Novembro Negro" no Brasil, por causa do Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20. É um período em que se reforça a luta contra o racismo, a luta pela terra, a luta feminista e em defesa dos direitos humanos, ao mesmo tempo em que também são realçadas as profundas desigualdades sociais, pontualmente devido às questões raciais. No Brasil, mais de 56% da população se declara negra ou parda, segundo dados do IBGE de 2022. Apesar da baixa representação em todas as camadas governamentais e em cargos altos do mercado de trabalho público e privado, a atuação do povo negro brasileiro vem ganhando mais lugar e destaque nacional e internacional. Neste artigo, fizemos uma breve contextualização histórica sobre a importante data de 20 de novembro, expondo rapidamente o racismo no país e contando um pouco sobre a representação negra no Brasil.
Com a colaboração da Associação Internacional de Cooperação dos Povos - Baobá, a Universidade Agrícola da China (CAU) desenvolve parcerias com a Universidade de Brasília e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nas áreas de bioinsumos e máquinas agrícolas para a agricultura familiar. Em 2015, a China lançou um plano para reduzir o uso de fertilizantes químicos (até 2022, o uso caiu 15%, chegando a 50 milhões de toneladas).
Em setembro de 2023, um memorando de entendimento estabelecendo uma cooperação para um centro Brasil-China de pesquisa, desenvolvimento e produção de tecnologia em mecanização da agricultura familiar foi assinado pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade Agrícola da China (CAU).
17 de abril, que ficou conhecido no Brasil como o Dia Nacional da Luta pela Reforma Agrária, marca o massacre que ocorreu em Eldorado dos Carajás em 1996, quando a polícia militar do estado do Pará realizou um ato brutal contra 1.500 famílias de trabalhadores rurais sem terra que marchavam para exigir a expropriação de terras na região.
O "Plano nacional plantar árvores, produzir alimento saudável" foi lançado no início de 2020, como uma ação propositiva para, nas palavras de um de seus coordenadores, projetar "o MST, a reforma agrária popular e a agroecologia como centrais na formulação de alternativas à crise ambiental".
Como parte de um acordo entre a Universidade Agrícola Chinesa (CAU), a Universidade de Brasília (UnB) e a Associação Internacional de Cooperação Popular (Baobab), 50 máquinas agrícolas chinesas chegaram ao Brasil para serem testadas pela UnB e por agricultores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
De 8 a 11 de maio de 2025, São Paulo sediará a 5ª Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo MST. Dez anos após sua primeira edição, em 2015, o evento apresenta produtos agroecológicos de trabalhadores sem-terra de todo o Brasil, ao mesmo tempo em que promove a soberania alimentar, a reforma agrária e a justiça social.
Nas vastas terras do Brasil, cerca de 77% das unidades de produção agrícola são propriedades familiares, com dezenas de milhões de agricultores responsáveis por alimentar a nação. Ao contrário dos sistemas agroindustriais altamente mecanizados, aproximadamente 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros são produzidos por pequenos agricultores. No entanto, esses agricultores enfrentam há muito tempo vários desafios: ferramentas agrícolas obsoletas, escassez de mão de obra e reforma agrária estagnada. Para eles, o uso de máquinas agrícolas não é apenas uma questão de melhorar a produtividade, mas também uma busca por justiça social, uma forma de resistência e perseverança cotidianas. Isso torna a cooperação e a transformação especialmente urgentes e necessárias.
Com a necessidade de avançar na transição agroecológica e massificar um modelo de agricultura ancorado em práticas e técnicas agroecológicas, em equilíbrio com a natureza e na preservação da vida de todos seres vivos, nos últimos cinco anos o Movimento dos Trabalhadores/as Sem Terra (MST) se aprofunda na apropriação e articulação entre saberes tradicionais e conhecimentos, milenares e novos e novas tecnologias para avançar no projeto de Reforma Agrária Popular em todo país.